
Por ABED | Diretório Acadêmico de Economia da UFBA
Na Faculdade de Economia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a disputa pelo Diretório Acadêmico (DAECO) ganha novos contornos com a candidatura da Chapa Ignácio Rangel, que apresenta um projeto ancorado na tradição crítica da economia brasileira e no desejo profundo de reconstrução institucional.
Inspirada no legado de Ignácio Rangel, economista nordestino, marxista e desenvolvimentist, a chapa propõe uma retomada do DAECO como espaço ativo de formação, mobilização e debate. Em tempos de precarização do ensino, desmobilização estudantil e avanço de projetos neoliberais nas universidades públicas, o movimento liderado por essa chapa aponta para um horizonte de reconstrução com estratégia, afeto e profundidade política.
“Assim como Rangel pensava o Brasil de forma integrada, queremos pensar a Faculdade de Economia da UFBA com ambição, compromisso e visão estratégica”.
afirma o manifesto
Com o lema “Reconstruir com projeto, unir com propósito”, a proposta é fortalecer o papel do DAECO como articulador de experiências acadêmicas, culturais, políticas e afetivas. O plano de gestão abrange desde a melhoria da infraestrutura física da sede até a criação de eventos de formação crítica e ações que vinculem teoria e prática, como visitas técnicas, ciclos de debates e incentivo à produção estudantil.
Mais do que um programa administrativo, a Chapa Ignácio Rangel articula uma visão de país. Em consonância com os princípios defendidos pela ABED, o coletivo propõe um modelo de desenvolvimento nacional com justiça social, protagonismo regional e fortalecimento do Estado como indutor estratégico. Rejeitam a lógica do ajuste permanente e reafirmam o valor do planejamento, da soberania e da inovação ancorada em nossas realidades.
“Pensar a economia é pensar a vida do povo”.
defendem, reafirmando a centralidade da economia política como ferramenta de transformação.
A pluralidade da chapa, formada por estudantes de diversas origens, experiências e trajetórias dentro da universidade, demonstra que o projeto vai além de uma disputa eleitoral: trata-se de uma convocação coletiva para reimaginar o curso de Ciências Econômicas como campo de resistência e criação.
A ABED saúda com entusiasmo iniciativas como esta, que resgatam o espírito crítico e transformador da universidade pública. A juventude organizada, politizada e comprometida com a reconstrução democrática é, sem dúvida, uma das maiores esperanças para a economia brasileira do futuro.
Vida longa ao DAECO! Vida longa à luta por uma economia democrática, popular e soberana.